5 passos para criar um Diagrama de Dispersão assertivo

By Grupo Voitto, Jun 23, 2021

diagrama de dispersao

Descubra como elaborar um Diagrama de Dispersão, aprenda a analisar suas variáveis em uma relação de causa e efeito e tenha um tratamento de dados efetivo.

A análise de dados nunca foi tão complexa quanto vem sendo nos últimos anos, em que uma grande quantidade de informações são geradas por segundo e em tempo real. Hoje, é o que chamamos de Big Data.

Dessa forma, para que as empresas consigam tomar decisões promissoras é fundamental que não só captem esses dados com a tecnologia vigente, mas que se utilizem de estratégias eficazes para analisar esse banco de dados de maneira inteligente.

Neste sentido, podem ser utilizadas as ferramentas da qualidade. Elas oferecem uma maior clareza para a resolução de problemas, que podem estar relacionados a produtos, serviços, mercado, processos, etc.

Existem 7 principais ferramentas da qualidade que formam a Gestão da Qualidade nas empresas, são elas: Fluxograma, Cartas de Controle, Diagrama de Ishikawa, Folha de Verificação, Histograma, Diagrama de Dispersão e Diagrama de Pareto.

Hoje iremos aprender sobre o Diagrama de Dispersão, uma ferramenta crucial para ser utilizada quando se necessita analisar variáveis graficamente em uma relação de causa e efeito.

Quer entender mais sobre o assunto? Então permaneça conosco, porque vamos abordar os seguintes tópicos:

  • O que é o Diagrama de Dispersão?
  • Como utilizar o Diagrama de Dispersão?
  • Quais os tipos de Diagrama de Dispersão?
  • 5 passos para realizar um Diagrama de Dispersão assertivo.

Preparado(a)? Então vamos lá!

O que é o Diagrama de Dispersão?

O Diagrama de Dispersão é uma ferramenta gráfica que analisa a relação entre duas variáveis. Pode ser empregado para identificar onde estão as causas dos problemas ou para avaliar ações que estão dando certo para o negócio.

Ele possui dois eixos, um vertical (Y) e outro horizontal (X), que por meio dos pares de dados (x,y) permitem verificar se essas variáveis estão posicionadas em uma relação de causa e efeito, como mostra a imagem abaixo:

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Fonte: Voitto

Este tipo de gráfico deixa visível se uma variável causa interferência na outra. Então, se você possui uma variável dependente “Y”, ela é o efeito que se relaciona às variáveis independentes “X”, que são as causas, em um formato y = f (x).

Dessa forma, você pode se perguntar: o que acontece com determinada variável quando a outra se altera?

Achou complexo? Não se preocupe, nós vamos exemplificar!

Como utilizar o Diagrama de Dispersão?

Imagine que o intuito seja analisar o que fez com que o número de vendas do seu negócio tenha aumentado em um determinado período de tempo.

Você desconfia que a causa desse aumento tenha vindo de dois motivos: diminuição do preço dos produtos ou aumento da satisfação dos clientes.

Para ter certeza dessa análise, você pode construir um Diagrama de Dispersão para verificar se foi apenas uma das causas que influenciou o aumento das vendas, as duas ou até mesmo nenhuma.

Além disso, você pode utilizar o Diagrama de Dispersão para verificar também a causa raiz de determinado problema.

Para isso, basta listar várias hipóteses e validá-las por meio de gráficos de dispersão, analisando em qual deles os pontos estão distribuídos de forma a observar uma correlação entre as variáveis.

Ainda neste artigo vamos aprender a analisar os diferentes tipos de correlação.

O que você pode encontrar também é que, mesmo que o diagrama de dispersão mostre uma relação entre duas variáveis, pode não significar que uma seja a causa da outra. Mas, pode indicar que as duas estão relacionadas com uma terceira variável.

Por exemplo: Imagine que um grupo de estudiosos chegou à hipótese de que o consumo de sorvetes em uma determinada praia se relaciona ao número de afogamentos no local. Esta é uma colocação sem nexo, certo?

No entanto, o gráfico mostrou isso. O que aconteceu é que ambas as colocações estão relacionadas à uma terceira, que é a temperatura. Em dias com temperaturas mais altas tem-se um maior consumo de sorvetes.

E, ao mesmo tempo, em dias mais quentes as praias ficam mais lotadas e as pessoas costumam ir mais ao fundo do mar, o que é uma explicação lógica para a correlação.

Dessa forma, é importante que, ao se utilizar o diagrama de dispersão para a análise de dados, sejam feitos estudos paralelos constantes que validem o resultado obtido.

Agora, vamos nos aprofundar na análise dos gráficos e verificar quais tipos de Diagramas de Dispersão podemos encontrar.

Quais os tipos de Diagrama de Dispersão?

Os Diagramas de Dispersão são classificados quanto a relação entre as variáveis, se é negativa, positiva ou nula, e quanto à intensidade da relação entre elas, que pode ser fraca, forte ou perfeita.

Quanto a relação das variáveis

As variáveis são relacionadas para validar se uma variável possui impacto real em uma outra variável. Dessa forma, temos:

Correlação Positiva

A correlação positiva acontece quando temos uma tendência crescente dos pontos, indicando que quando uma das variáveis aumenta, a outra também cresce.

Por exemplo: quanto mais capacitações ofereço aos meus colaboradores, maior é a qualidade da entrega dos projetos.

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Fonte: Voitto

Correlação Negativa

A correlação negativa acontece de forma inversa à positiva. Dessa forma, enquanto uma das variáveis aumenta, a outra diminui.

Isso significa que, se utilizarmos o mesmo exemplo anterior, temos que conforme eu for tirando as capacitações do meu time, maior é a taxa de erros.

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Fonte: Voitto

Correlação Nula

A correlação nula acontece quando não é possível observar nenhuma tendência entre os pontos. Eles estão apenas distribuídos de forma aleatória e longe uns dos outros.

Quanto a dispersão dos pontos

Após observar a tendência dos pontos é possível analisar a intensidade da correlação entre eles, que pode ser forte, fraca ou perfeita. É o que veremos agora.

Forte

Quanto menos dispersos forem os pontos, mais forte é a correlação entre as variáveis estudadas. E, podemos ver esse comportamento quando o diagrama possui pontos concentrados e próximos uns dos outros.

Abaixo temos uma correlação positiva forte e uma correlação negativa forte.

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Correlação positiva forte. 
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Correlação negativa forte. 

Fonte: Voitto

Fraca

Quanto mais dispersos forem os pontos, mais fraca é a correlação entre as variáveis. Abaixo temos uma correlação positiva fraca e uma correlação negativa fraca.

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Correlação positiva fraca.

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Correlação negativa fraca.

Fonte: Voitto

Perfeita

A correlação perfeita acontece quando a dispersão dos pontos é quase nula e as variáveis estão totalmente correlacionadas. Abaixo temos uma correlação positiva perfeita e uma correlação negativa perfeita.

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Correlação positiva perfeita.

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Correlação negativa perfeita.

Fonte: Voitto

5 passos para realizar um Diagrama de Dispersão

Agora que você aprendeu como interpretar um Diagrama de Dispersão vamos aprender a construir um, por meio do software Excel. Preparado(a)?

1. Colete os dados

O primeiro passo dessa construção é determinar quais serão os dados passíveis de análise. Selecione o que seria a causa e o que seria o efeito do seu problema ou estratégia, para que possamos obter uma análise assertiva.

Lembre-se também de organizar essa captação de dados escolhendo uma estratégia eficaz.

A forma como você pode coletar os dados vai depender da sua área de atuação, mas você pode utilizar a Folha de Verificação, que também é uma ferramenta da qualidade.

Com ela é possível captar dados a respeito de frequência de eventos, defeitos de produtos, erros de estratégias, verificar se todas as etapas do processo estão ocorrendo e assim por diante.

Você também pode utilizar o Google Analytics, que é uma ferramenta capaz de contribuir com a automação em Marketing, e-commerce, redes sociais, etc.

Com os dados coletados é o momento de partir para a mão na massa!

2. Monte sua tabela

Com os dados coletados é o momento de criar a tabela, clicando em “Inserir” e, em seguida, em “Tabela”, que será a base da construção do diagrama.

Basta selecionar uma tabela de duas colunas, em que uma delas será formada pelos dados que deseja expor no eixo Y do gráfico, e na outra coluna os dados para o eixo X, como mostramos em um exemplo abaixo:

Fonte: Voitto

3. Construa o gráfico

Construída a tabela podemos iniciar a construção do Gráfico. Para isso, selecione as duas colunas e clique em “inserir” novamente. Em seguida, escolha o Gráfico de Dispersão, como mostramos abaixo:

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Fonte: Voitto

4. Personalize o gráfico

Agora você pode personalizar o gráfico da maneira que você quiser. Neste momento é importante que todas as informações pertinentes estejam dispostas de maneira clara no diagrama.

Para editar, basta clicar em “Elementos do Gráfico” e adicionar as informações que permitem uma análise mais completa, como títulos, eixos, legenda, entre outros.

A linha de tendência é a linha reta do gráfico e pode ser adicionada para que seja possível analisar de maneira objetiva a correlação entre as variáveis que, nesse caso, é o tempo de entrega dos pedidos e as notas de satisfação do cliente.

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Fonte: Voitto

5. Analise o resultado

O Diagrama de Dispersão está pronto, então agora é o momento de analisar os resultados. Como vimos neste artigo, você pode verificar se existe correlação entre os pontos e se eles estão dispostos com uma tendência positiva ou negativa.

Assim como analisar qual é o nível dessa correlação, se é forte, fraca, ou até mesmo perfeita.

Mas, é importante considerar que, tão importante quanto analisar os resultados é criar uma estratégia para a resolução do problema.

Dessa forma, após a construção e análise do Diagrama de Dispersão, comunique seu time, crie um plano de ação, estabeleça metas, utilize indicadores de desempenho e alavanque os resultados do seu negócio.

About Grupo Voitto

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