A pandemia do coronavírus e a crise dos refugiados [infográfico]

By Alice Corner, Aug 20, 2021

crise dos refugiados

O grupo de pessoas mais afetadas pela pandemia do coronavírus é a população mundial de refugiados e deslocados.

Existem aproximadamente 25 milhões de refugiados no mundo enfrentando lutas únicas no acesso a cuidados de saúde, assistência governamental e saneamento.

Analisamos os dados para ajudar a mostrar uma imagem mais completa do impacto da COVID-19 na crise dos refugiados.

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 A escala da crise dos refugiados

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Estima-se que haja cerca de 70,8 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo. Dessas, 25 milhões são refugiados.

Todo dia, 37 mil pessoas são forçadas a fugir de suas casas devido a conflitos e perseguições. Para se ter uma ideia da quantidade de vidas de que estamos falando, esse é o número de pessoas que Oprah Winfrey entrevistou em seu talk show de 1986 a 2011.

57% dos refugiados do mundo vêm de apenas três países: Síria, Afeganistão e Sudão do Sul.

A quantidade deslocados em todo o mundo mais do que dobrou nos últimos 20 anos, e a tendência deve continuar.

Quem são os refugiados?

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Refugiados são pessoas que foram forçadas a deixar seu país de origem e atravessar fronteiras nacionais em busca de segurança. Eles geralmente deixam suas casas para escapar da guerra, da fome ou da perseguição.

80% de todos os refugiados vivem em países vizinhos ao seu país de origem e dois terços deles vêm de apenas cinco países: Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália.

Como 80% dos refugiados se instalam em países vizinhos, um número desproporcional está vivendo em países de baixa a média renda. Um terço de todos os refugiados, 6,7 milhões ao todo, estão vivendo nos países mais pobres do mundo.

Os filhos de refugiados são cinco vezes menos propensos a frequentar a escola do que crianças não refugiadas; e dos 2,7 milhões de refugiados no Sudão do Sul atualmente, 80% são mulheres e crianças.

Embora o mundo esteja parado para ajudar a evitar a propagação da COVID-19, os refugiados não tiveram o mesmo luxo.

No final de maio de 2020, 400 pessoas tentaram fugir da Líbia de barco, e há pelo menos 75 mil pessoas fora dos Estados Unidos aguardando uma decisão para poderem imigrar para o país – esses processos foram interrompidos indefinidamente devido à pandemia de coronavírus.

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Quais desafios os refugiados enfrentam diante da pandemia de COVID-19?

Na pandemia, os refugiados enfrentam desafios que muitos de nós nem sequer sequer consideramos. Além de terem que se instalar em países com infraestrutura de saúde precária por necessidade, eles podem se deparar com barreiras linguísticas para acessar os cuidados de saúde disponíveis para eles.

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Muitos refugiados também são separados de suas famílias e redes de apoio. No Sudão do Sul, há 50 mil crianças refugiadas sem responsáveis para defender sua segurança ou bem-estar.

Em muitos países, refugiados e solicitantes de refúgio não têm direito a recursos públicos ou não são legalmente capazes de trabalhar. No Reino Unido, os refugiados só têm direito a receber £5 por dia (aprox. R$ 35) do governo britânico. Se os refugiados que trabalham perderem o emprego devido ao coronavírus, é improvável que consigam acessar qualquer ajuda governamental.

Muitos refugiados ficaram com seus pedidos de imigração em um impasse indefinido. Até agora, 167 países fecharam total ou parcialmente suas fronteiras para conter a propagação do vírus. Pelo menos 57 deles não estão abrindo exceção para pessoas em busca de refúgio.

2,6 milhões de refugiados vivem em “acampamentos” — assentamentos improvisados sem acesso a água corrente, cuidados de saúde, saneamento adequado e, às vezes, até à internet. Muitas vezes, os campos de refugiados ficam superlotados e enfrentam hostilidade dos habitantes locais e das autoridades policiais. É impossível praticar o distanciamento social adequado em ambientes assim.

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A Organização Mundial da Saúde (W.H.O.) descreveu orientações claras para ajudar a prevenir a propagação do coronavírus:

  • Lavar as mãos regularmente com sabão e água limpa
  • Evitar lugares lotados e praticar o distanciamento social
  • Ficar em casa e se isolar, caso apresente sintomas

Ficar em casa em isolamento é difícil quando você não tem um lar seguro.

O coronavírus foi identificado em campos de refugiados em Bangladesh e é provável que esteja se espalhando no Sudão. Mas não saberemos toda a extensão do impacto da COVID sobre os refugiados por algum tempo.

Devido às regulamentações da UE, os refugiados devem solicitar asilo no primeiro país em que aterrissam — uma regra comumente referida como a do “Primeiro País”. Mas os refugiados geralmente precisam viajar através de várias fronteiras antes de chegar a um país disposto a recebê-los. Isso significa que os refugiados viajam discretamente, despercebidos, e podem não ser contabilizados em números oficiais do governo. Com frequência, eles deixam de buscar assistência médica para evitar alertar as autoridades sobre sua presença.

Nos EUA, há a questão dos imigrantes sem documentos, um grupo de pessoas que não conseguem acessar a assistência médica ou governamental sem enfrentar a deportação. Caso fiquem doentes ou percam o emprego, buscar cuidados de saúde ou apoio governamental pode ser um risco.

E para aqueles mantidos em centros de detenção (muitas vezes superlotados) em todos os EUA, o coronavírus também é uma preocupação séria. Em uma instalação no início de maio, descobriu-se que 98 detentos estavam infectados com COVID-19.

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Como posso ajudar na crise dos refugiados?

Embora ainda não saibamos completamente o impacto que o coronavírus está tendo na população mundial de refugiados, nunca é cedo demais para agir. Existem maneiras de todos apoiarmos os refugiados.

Doe

Cada real ajuda. Doar para instituições de caridade que fornecem habitação, serviços e bens aos refugiados é uma ótima maneira de contribuir à causa. Se não for dinheiro, você pode doar itens como roupas e alimentos. Algumas organizações sugeridas:

Assine uma petição

Se você não conseguir doar, há muitas outras maneiras de ajudar. Assinar uma petição para encorajar os países a aceitar mais refugiados ajuda a aumentar a conscientização sobre o problema. Não leva muito tempo ou energia, mas pode ser o catalisador para provocar mudanças.

Voluntarie-se

Fazer trabalho voluntário, local ou internacionalmente, coloca você na linha de frente da mudança. Você pode compartilhar seu tempo e experiência com as organizações para ajudar com habilidades profissionais, acesso à saúde ou experiências culturais.

Eventos de captação de recursos

Por mais que essa opção exija esforço, a recompensa sempre valerá a pena. Pode ser uma arrecadação de fundos online nas redes sociais, uma maratona ou uma venda de garagem – use a criatividade. Não subestime o poder de seus esforços, qualquer quantia que você levantar ajudará.

Hospede refugiados na sua casa

Ofereça um quarto na sua casa ou, se você é proprietário de um imóvel, pode oferecê-lo a uma família de refugiados até que eles se ajustem. O Open Homes da Airbnb permite que os anfitriões voluntários ofereçam suas casas gratuitamente. Você pode dar uma olhada na série de histórias da ACNUR que destacam pessoas que hospedam refugiados na Europa para se inspirar.

A visualização de dados é uma poderosa ferramenta de comunicação. As palavras nem sempre pintam a imagem mais clara, e os dados brutos nem sempre contam a história mais atraente.

Aprenda a criar visualizações de dados e infográficos poderosos e persuasivos com nossos recursos:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

About Alice Corner

Alice trabalha na Venngage criando conteúdo. Ela ama cultura pop, mídia social e design de qualidade.